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Canções do Rio e do Recife

Canções do Rio e do Recife

Clicando em “Older Entries” são encontradas as janelas correspondentes a cada canção, com a respectiva letra e o link que permite ouvi-las integralmente

Abaixo constam os títulos.

 (As janelas não estão nessa mesma ordem).

 

  • 30:  Praça Mauá
  • 29:  Promessa e Despedida
  • 28:  Azulgrana
  • 27:  Acordei de madrugada
  • 26:  Bonsucesso
  • 25:  Morro de cristal
  • 24:  Cantiga d’amigo
  • 23:  Na baixa do artilheiro
  • 22:  Ana vai embora
  • 21:  Aqui jazz
  • 20:  Ora direis
  • 19:  Samba do Ary Duarte Bragança
  • 18:  Ismael e Cartola
  • 17:  Enivaldina
  • 16:  O cego de Abu Gosh
  • 15:  Gaibú
  • 14:  Chuva
  • 13:  Jerusalém
  • 12:  A noite inteira
  • 11:  Samba de Roda
  • 10:  Longe
  • 9:  Cinza e Verde
  • 8:  No último quartel do século
  • 7:  Nicanor
  • 6:  Camisa Azul
  • 5:  Hanagá
  • 4:  Árcades
  • 3:  Pagão
  • 2:  Princesa
  • 1:  Cabo Verde
  • 0:  Saia cor de ouro


Princesa

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-09T21_56_46-08_00

Princesa

Princesa, meu amor é nuvem

meu amor é vento

mas quem sabe possa

enxugar teu lenço

De tanto procurar pureza

hoje dou ternura

aprendi tristeza

a flor não dura

uma areia

Princesa há uma luz no rio

e uma luz na ponte

uma em teus olhos

e outra no horizonte

e outra não sei onde

Princesa nossa noite ainda

amanheceu lá fora

o orvalho pinga

nos varais da aurora

e eu vou embora

Princesa

Jerusalém

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-09T22_15_27-08_00

Jerusalém

Se eu te calar emudeça minha voz

Se eu te esquecer que se esqueça minha mão

Se eu te trair fugindo à minha solidão

sejam meus dias atrozes

comiseração e dor

sigam meus passos pra sempre

aonde quer que eu vá

o sol calcina

teus muros cegos de esplendor

e que os rios aonde eu te irei chorar

devolvam águas amargas

comiseração e dor

velha cidade que nasce

morta nas manhãs

as oliveiras de prata não te acordarão

se eu te calar emudeça minha voz

se eu te esquecer que se esqueça minha mão

Cabo Verde

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-27T10_55_55-08_00

Cabo Verde

Marilu,

a sinhádona me mandou chamar

para lhe dar um vestidinho novo

quando for festa do povo

pra você usar

Marilu

a sinhá dona me mandou dizer

para lhe  dar um vestidinho novo

quando for festa do povo

pra você poer

Ai me veste de tristeza

ai me veste de ternura

com a roupa dos teus beijos

que é pra eu ficar mais nua

Mas pra quem nasceu do vento

dou jangadinha de pau

quem nasceu da chuva

nuvenzinha de algodão

quem nasceu de dia

dou paciência de viver

mas pra quem nasceu de noite

eu só dou um violão

Olhou pro céu e sorriu

ouro e vento a seus pés

Olhou pro mar e sorriu

ouro e vento a seus pés

Morena do Cabo Verde

vem me amar lá no convés

Olhou pro céu e sorriu

ouro e vento a seus pés

Vou-me embora vou pra longe

eu me vou do Cabo Verde

Vou-me embora vou pra longe

eu me vou do Cabo Verde

minha casa não tem teto

o meu quarto é sem parede

não tem água neste mundo

pra matar a minha sede

Saia cor de ouro

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-09T22_51_35-08_00

Saia cor de ouro

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

que ela fez pro carnaval

com trabalho do ano todo

Minha nega desce o morro

vem vestida de baiana

no batuque do seu samba

a moçada canta

pra esquecer que não almoçou

nem comeu a janta

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

que ela fez pro carnaval

que ela fez pro carnaval

com trabalho do ano todo

Nêga nêga oi nêga

flor e luz dos olhos meus

eu te dei meu coração pra tu morar

que é que foi que tu me deu?

Um amor pra fazer versos

um amor giló e mel

um amor que não se muda

e nem paga o aluguel

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

que ela fez pro carnaval

que ela fez pro carnaval

com trabalho do ano todo

Minha nega sobe o morro

tá mais magra que uma santa

se bater um vento forte

ela levanta

Nem com a lata d’água pode

que a fraqueza é tanta

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

Mas a minha nega tem

uma saia cor de ouro

que ela fez pro carnaval

que ela fez pro carnaval

com trabalho do ano todo

Na baixa do artilheiro

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-17T14_24_27-08_00

Na baixa do artilheiro

Dei baixa ó meu faixa

não relaxa

vê se tu não me esculacha

que eu não sou mais reco não

Dei baixa e sei disso

já cumpri meu compromisso

dei um ano de serviço

pra nação

E vou continuar a minha vida

esquecendo que um dia

eu servi lá no quartel

e tendo sido uma vez soldado

tenho já assegurado

meu cantinho lá no céu

Adeus ó farda

adeus meu mosquetão

mulher amada

teu sustento

me custou tanto suor

Adeus quartel do Leme

onde no inverno a gente treme

e no verão viramos H2VO

Adeus rancho e faxina

adeus justiça e disciplina

adeus parte, detimento, xilindró

Adeus meu bom sargento

terminado o sofrimento

confesso

eu não lhe guardo rancor

Até, pra dizer a verdade,

vou levar uma saudade

masoquista do senhor

Vou-me embora corneteiro

chegou a hora da partida

toque o toque de despedida

que eu vou enfrentar a vida

esperei o ano inteiro

meu dia chegou

Acordei de madrugada

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-07T12_33_07-08_00

Acordei de madrugada

Acordei de madrugada

com teu nome em meus lábios

ai princesa

por que foi você voltar?

Hoje eu não tenho mais nada

nem um sonho, nem um verso

só posso te dar tristeza

só posso te dar, cansaço

Em meu coração, chorando

tanto amor morreu, guardado

Hei de te lembrar

sonhando

flor que não nasceu

pra orvalho

lua que não vê

o dia

amargura e alegria

Hei de te lembrar

sonhando

flor que não nasceu

pra orvalho

e me abraçarei

ao eco

do teu nome

relembrado

Acordei de madrugada

com teu nome em meus lábios

ai princesa

por que foi você voltar?

Hoje eu não tenho mais nada

nem um sonho, nem um verso

só posso te dar

tristeza

Praça Mauá

http://fdario.podomatic.com/entry/2010-02-07T15_17_11-08_00

Praça Mauá

(Segunda muerte de Antonio el Camborio)

Foi no cais do mal afamado

foi no cais da pedra que voa

onde portunhol é falado

onde inglês de capa e garoa

veste um velho terno surrado

onde uma moeda estrangeira

não despreza bolso furado

mas se amarra numa algibeira

Ay morena

cuide do botequim

já pelas esquinas da morte

mas seu coração era forte

Ay morena

reze sempre pra mim

já pelas esquinas da morte

ele lhe dizia assim

Foi um canivete afiado

foi um marinheiro sem tino

foi a parca, velha coroa

quem armou a mão do destino

mas a nega chegou arfante

pôs sua cabeça em seu colo

como se a vida pudesse

devolver-lhe o seio incessante

Ay morena

cuide do botequim

já pelas esquinas da morte

e a mão sangrava no corte

ay morena

reze sempre pra mim

já pelas esquinas da morte

ele lhe dizia assim

Foi no cais do mal afamado

foi no cais da pedra que voa

onde portunhol é falado

onde inglês de capa e garoa

veste um velho terno surrado